Celso Antunes batiza os educadores sociais da Rede Pescar como professores A, E, I, O, U

O Projeto Pescar tem uma representatividade brutal, porque alcança a possibilidade do Jovem libertar-se de uma vulnerabilidade histórica: “Ao discutir, debater, trocar experiências, vocês ensinam a se relacionar, ensinam a ser, ensinam os adolescentes a sentirem que são mais do que imaginavam”, afirma o educador Celso Antunes.

E, tornando o ambiente da palestra ainda mais especial,  Antunes salientou que os educadores sociais da Rede Pescar são os professores A, E, I, O, U: “A, de alegria, por estarem preparando gente, construindo; Espontâneos e transparentes; Com iniciativa para inventar, construir estradas; Otimistas porque acreditam na vida; E, uma palavra que não é muito usada, o ufanismo, porque todos podem olhá-lo como uma pessoa comum, mas ele é ,mais do que isso. Ele é o cara que mudou a vida do fulano.”

Sistema de Avaliação

Começar a avaliação quando o Jovem chega à Unidade foi uma das dicas que o educador Celso Antunes, elencou para os participantes do Seminário Nacional de Educadores Sociais da Rede Projeto Pescar. Para o professor, é preciso criar instrumentos para avaliar o progresso e não apenas o resultado, como uma prova de vestibular: “Hoje, numa seleção de emprego, o candidato pode ser reprovado pela roupa. Não é apenas o diploma, mas a circunstância que é avaliada.”

A avaliação, segundo o educador, deve ser um sistema de avaliação, realizado de forma contínua e não apenas no dia de prova: “No Projeto Pescar, o Jovem aprende a aprender, aprende a se relacionar e a fazer amigos. E, se o educador levar mais dúvidas do que respostas, desperta a solidariedade. Simulando não saber, estamos ajudando-os e principalmente, conduzindo uma avaliação mais explícita. O Jovem precisa saber em cima do que ele está sendo avaliado.”DSC_0264