O Educador Social e os Desafios da Contemporaneidade

A Doutora em Educação, Maria da Graça Gomes Paiva, fez os Educadores Sociais olharem com outros ‘olhos’ a sua prática, literalmente. Distribuindo óculos coloridos para os participantes do Seminário Nacional, ela os convidou a enxergarem de forma diferente, já que vivem daquilo que a sociedade não quer ver: “Vocês são um agente social de mudança, que tem como indicadores de competência: trabalho em equipe, foco no resultado, relacionamento interpessoal e maturidade emocional”, afirmou.DSC_0308

Isto significa, explicou, educar pela diversidade e incluir integrando: “Integrar é trazer os elementos humanos e culturais para dentro do contexto, com direito à expressão. Integrar é fazer parte da construção dos saberes. Integrar é dar ao outro a oportunidade de ser visto, ser ouvido, manifestar suas memórias, seus conhecimentos. Integrar é ter a sensação de “pertencimento”, de ser e fazer parte da totalidade.”

Segundo Maria da Graça, vivemos em sociedades nas quais os diferentes estão quase que permanentemente em contato: “Cada família é uma cultura. Cada turma é uma cultura. Cada empresa é uma cultura. Cada Unidade é uma cultura. E cada ser humano é um ser biopsicossocial e espiritual – não somente mão de obra”.

Para dar conta deste cenário, o Educador Social Pescar precisa ser líder com sensibilidade humana. Ou seja, explicou: “A sociedade nos desafia a ter habilidade na construção de vínculos de confiança, na construção do sentimento de pertencimento para redimensionar a pedagogia e torná-la uma pedagogia como prática da diferença”.

Uma máxima que levo comigo, salientou, é a de que o melhor bem que podemos fazer aos outros não é oferecer-lhes nossa riqueza, mas levá-los a descobrir a deles: “Dar a ajuda certa para que rompam com a falta de Direitos Básicos!”