Jovens pescam futuro na Unidade Projeto Pescar Instituto Alarme

Tem um lugar especial em São José do Rio Preto/SP onde todo dia é dia de pescaria. E não se trata de nenhuma atividade de lazer. O que se pesca ali são vidas em transformação. São jovens que adquirem a confiança de que acima de qualquer rótulo ou determinismo é possível vencer e conquistar seu espaço com uma arma: a educação. Trata-se do Pescar, projeto socioprofissionalizante destinado a adolescentes entre 16 e 19 anos de idade que, desde o ano passo, é desenvolvido dentro da Alarme, em sistema de parceria.1

Nos dez anos de história em Rio Preto, 200 alunos foram formados para o mercado de trabalho e para a integração social pelo Projeto Pescar, uma iniciativa mantida por empresas, sem fins lucrativos. O princípio da entidade com sede em Porto Alegre ao longo de mais de 40 anos é formar parcerias locais, em todas as unidades do País onde está instalada, sempre com o foco na capacitação de jovens de baixa renda.

“A unidade de Rio Preto estava ligada à Apeti (Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação) e funcionou a maior tempo na Fatec. Quando a possibilidade de consolidar uma união com o Alarme surgiu, vimos que seria uma sinergia perfeita, já que o instituto é voltado à educação e serviço social”, explica a educadora social do projeto, a psicóloga Erika Puga.

Durante os dez meses do curso os participantes fazem aulas de segunda a sexta-feira, no período da tarde. Concluída a capacitação, eles são encaminhados para o mercado de trabalho. E os resultados obtidos até agora são os melhores possíveis, pois chegam 100% de efetividade.

“Nosso foco principal é garantir o direito desse jovem em se realizar, e a gente entende que para garantir esse direito ele precisa se sentir preparado e capacitado tanto para o mercado de trabalho quanto para a vida como um todo. Entendemos que é necessário gerar os meios necessários para que ele tenha perspectivas reais, como construir uma carreira profissional que vai dar estabilidade, um norte, no sentido de que ele vai conseguir estudar, depois iniciar uma carreira, constituir família e transferir esses valores”, explica Erika. Mais

Fonte: Diário da Região