Egressos da Unidade Procempa conquistam vaga na Ufrgs

Quatro jovens que integraram as turmas da Unidade Projeto Pescar Procempa, em Porto Alegre/RS, entre os anos de 2014 e 2017, foram aprovados no vestibular/2018 da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

Andriws Lara passou para o curso de Enfermagem (Pescar/2016), Stefani da Silva cursará Publicidade e Propaganda (Pescar/2017), Letícia Oliveira (Pescar/ 2014) e Marciely Costa (Pescar/2017) aprovaram no curso de Administração.

O diretor-presidente da Procempa, Paulo Miranda, parabenizou os jovens pela conquista.  “Nós da Procempa estamos orgulhosos dos nossos formandos que continuaram a busca por novos desafios. Persistiram nos seus sonhos”, disse.

A parceria entre o Projeto Pescar e a Procempa proporciona há 13 anos capacitar jovens e promover a sua inclusão social. Além do apoio institucional e financeiro, diversos profissionais da Procempa atuaram como instrutores voluntários. Já passaram pela Companhia nesse período mais de 200 meninos e meninas. E há exemplos de como o engajamento na preparação dos adolescentes para o exercício de uma profissão foi importante. “Temos egressos do Pescar que já estão no mercado de trabalho e agora esse grupo, iniciando na universidade”, salientou Miranda.EGRESSOS PROCEMPA

Sobre o Projeto – o Pescar foi idealizado em 1976 pelo empresário gaúcho Geraldo Tollens Linck, fundador e então presidente da Linck S.A, inspirado pelo provérbio chinês “Se deres um peixe a um homem faminto, vais alimentá-lo por um dia. Se o ensinares a pescar, vais alimentá-lo por toda a vida” (Lao Tse). Até hoje, o provérbio continua orientando a linha de ação do projeto. Sua principal atividade é sensibilizar e envolver organizações empresariais na preparação de adolescentes de baixa renda para o exercício de uma profissão e encaminhamento dos jovens para o mercado de trabalho, promovendo, assim, a inclusão social.

Fonte: Procempa

Afinal, há oportunidade na crise?

Ivana Bernardes

A economista Ivana Bernardes é diretora na Vocatto – Centro de Desenvolvimento Empresarial e atua de forma Voluntária na Fundação Projeto Pescar

Dizer que a crise é oportunidade já virou “lugar comum”, mas é fato que, para alguns, ela pode, facilmente, ser encarada como tal: refiro-me àqueles que enfrentam a crise suficientemente capitalizados para usufruir das “barganhas” que surgem.

No entanto, não é este o tipo de oportunidade que gostaria de destacar. O que considero relevante é lembrar que a crise exige mudança de atitude. Trata-se de um imperativo, em crise, não há como continuar fazendo o mesmo da mesma maneira, pois ela chegará a todos; de formas e em intensidades diferentes, mas chegará.

É desta mudança obrigatória que pode surgir o melhor e mais promissor tipo de oportunidade. As empresas que aproveitarem para promover ajustes e inovações bem estruturadas, corrigir os rumos estratégicos e eliminar desperdícios, certamente sairão da crise como muitos ganhos e estarão mais preparadas para enfrentar o futuro. Esta é outra questão importante: os ciclos acontecem, e as crises geralmente são previsíveis, então, quanto melhores forem as metodologias de gestão e controle das empresas empresas, mais ágil será a sua reação aos primeiros sinais de mudança de cenário, tanto interno quanto externo.

Em relação às pessoas, não é diferente. Muitos profissionais tendem à acomodação, seja por medo do novo ou por falta de incentivo à mudança, não são raros os casos de pessoas que sustentam uma postura profissional pouco inovadora e por vezes nada recompensadora. Pois bem, com a crise, provavelmente todos serão “empurrados” a um novo modelo de ação e, novamente, quem souber aproveitar de forma estruturada e planejada este momento, estará em melhores condições ao final do período. É preciso estar preparado para aproveitar as oportunidades, por isso, em tempos de crise, corte os custos que não impactarão o seu futuro. Investimentos que possam melhorar a performance de sua empresa ou a sua performance profissional devem ser mantidos, priorize o longo prazo e abra mão dos supérfluos do presente para garantir o essencial no futuro.26-01-2016-Jornal-do-Comércio-Artigo-Ivana