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Jovens da Zensul questionam invisibilidade da juventude em Colóquio Internacional

Na última terça-feira (19/06), a turma da Unidade Zensul levou o debate da invisibilidade da juventude para a abertura do III Colóquio Internacional de Justiça Juvenil na Contemporaneidade. Inspirados no antigo teatro NOH, uma forma tradicional japonesa de teatro com máscaras, música e gestos, os jovens surgiram no palco encapuzados, dando a ideia de que as pessoas e a sociedade não sabem quem eles são e ao mesmo tempo, eles também estão se descobrindo.

Essa falta de identidade começou a mudar quando um jovem passou a revelar o outro tirando a máscara e ajudando-o. Nesse momento eles ficaram iguais. Ao final da apresentação, disseram o seu nome, idade, escolaridade e bairro de origem em Porto Alegre/RS.

Para a Supervisora da Fundação Projeto Pescar, Tatiana Hausen Garcia, a reflexão e o impacto criado com a peça foi muito apropriado à temática do evento, que trouxe para a discussão o fato da sociedade só enxergar a juventude quando ela comete um delito: “Neste momento o jovem entra para a estatística, mas ele sempre esteve ali, faz parte da nossa sociedade, é um ser em desenvolvimento, e está numa fase em que as influências e os estímulos externos são de grande importância para o seu futuro.”

Segundo a educadora social, Alice Machado, diante do desafio de preparar uma abertura para o evento, os jovens criaram todo o roteiro e as falas, assim como escolheram a música e realizam os efeitos sonoros: “A turma está de parabéns”, comemora.

Mais informações sobre o evento, aqui